Biografia do juiz Carlos Alexandre: ‘Decora muito facilmente as letras das músicas, sobretudo de rap’

7 JUNHO, 2017 -

Decisão de José Sócrates foi tomada em junho. Muito antes do dia 21 de novembro. Foi adiada por causa das eleições europeias.

Gosta de cantar rap com o filho no café Central de Mação. Foi carteiro, pedreiro e até vigilante florestal. Há todo um lado desconhecido de Carlos Alexandre descrito na biografia do juiz “sem medo” que ordenou a detenção do ex-primeiro-ministro José Sócrates e do ex-banqueiro, Ricardo Salgado. O livro é apresentado hoje e as autoras, Inês David Bastos e Raquel Lito, contam, em entrevista ao i, vários episódios da vida familiar e profissional do juiz. A apresentação será feita por um amigo de Carlos Alexandre, António Reis, ex-grão-mestre do Grande Oriente Lusitano, com quem partilhava as boleias na Dyane a caminho de Mação para participar nas assembleias municipais. Começamos pela Operação Marquês, que nos últimos anos aumentou a sua visibilidade na esfera pública.

Quando foi tomada a decisão da detenção do Sócrates?

Inês David Bastos (I.D.B.): A detenção de José Sócrates não foi decidida por Carlos Alexandre. A detenção de Sócrates não tem que ter o aval dele. Teve porque o Ministério Público (MP) respaldou-se em Carlos Alexandre. Mas não tem que ter. A detenção de Sócrates pode ser decidida unicamente pelo MP. Mas como estamos a falar de um ex-primeiro-ministro, o MP não quis ficar sozinho com essa responsabilidade e levou o mandado de detenção a Carlos Alexandre, para ele assinar.

E quando foi isso? 

I.D.B.:Em junho. Quando sai uma notícia na “Sábado” a dizer que Sócrates estava a ser investigado. Nessa altura, a Procuradora Geral da República, Joana Marques Vidal, reuniu-se de emergência com Amadeu Guerra, diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e com Rosário Teixeira e decidem, nessa altura, que o vão deter. Fica aí decidido.

Mas José Sócrates só foi detido a 21 de novembro. Porque foi adiado?

I.D.B.:Só não avançaram nessa altura por causa das eleições europeias, segundo os documentos e os testemunhos que tivemos. Não quiseram ser acusados de condicionamento, então adiaram a detenção. Estava em curso a investigação dos vistos gold e como tinham muito receio de que houvesse mais fugas de informação, e que o próprio José Sócrates tomasse conhecimento da decisão, quiseram fazer tudo no máximo sigilo. Então, aproveitaram os vistos gold e decidiram que as detenções do vistos gold seriam naquela semana, a 14, 15, 16 e 17 de novembro pondo o país com as atenções concentradas nesse caso. Mas, nos bastidores, estavam a preparar a detenção do José Sócrates.

Quando foi assinado o mandado de detenção?

I.D.B.: O mandado de detenção é assinado por Carlos Alexandre na noite de 17 de novembro. Um dia antes de Carlos Alexandre se levantar para aplicar as medidas de coação aos arguidos dos vistos gold. Usaram a operação dos vistos gold como cortina e distração para que não houvesse fugas de informação. Mas a decisão da detenção foi tomada em junho.

Sócrates alguma vez o tentou pressionar ou chegar ao juiz?

I.D.B.: Não. A não ser as declarações que fez, mas não sei se isso se considera pressão ou o exercício livre da sua liberdade de expressão.

Como é que o juiz vê os sucessivos adiamentos da acusação?

I.D.B.: Não temos qualquer tipo de informação sobre isso. Mas a minha perceção é que ele entende que estes processos têm um caráter especial de complexidade e não são fáceis de investigar. Penso que, nesse sentido, Carlos Alexandre não critica o MP. Porque se há pessoa que tem consciência da especial complexidade destes processos, é ele.

Como é a relação dele com Rosário Teixeira? 

I.D.B.: Estão muito habituados a trabalhar juntos. São os dois workaholic, obstinados e determinados. São duas personalidades que não cedem perante as adversidades e alegadas pressões. Consideram-se um ao outro em termos profissionais, mas não têm uma relação de amizade. Não tem relação pessoal fora da órbita do seu trabalho.

E a relação com Antero Luís, ex-diretor do SIS. De onde vem o atrito?

I.D.B.: Vem desde a altura em que se torna diretor do Serviço de Informações e Segurança (SIS), nomeado durante o governo de José Sócrates. Carlos Alexandre esteve presente num congresso dos investigadores da PJ, organizado pela Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC). Na altura, o caso Freeport vem de Setúbal para o DCIAP, porque o processo estava quase parado. E o caso foi parar às mãos do Rosário Teixeira e de Carlos Alexandre, que nessa altura era o único juiz Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC). Nesse congresso, Antero Luís, já diretor do SIS, ter-lhe-á dito: “então andas a investigar o patrão?” O patrão era Sócrates. Carlos Alexandre não terá gostado, trocaram algumas palavras mais amargas e o ambiente aqueceu, ao ponto de terem que ser separados. O mal-estar entre eles vem daí. Depois, em entrevistas, o juiz foi passando muito a ideia de que é espiado e que é escutado. Nunca diz abertamente que é o SIS mas deixa a ideia no ar.

Qual foi a razão da queixa de Antero Luís contra Carlos Alexandre, no Conselho Superior da Magistratura?

I.D.B.: Quando rebenta o caso dos vistos gold, nas escutas surgem o presidente do Tribunal da Relação de Lisboa, o juiz Vaz das Neves e Antero Luís, juiz desembargador. Nessa altura, quando Carlos Alexandre chama António Figueiredo ao “Ticão” para o interrogar e decidir a nova medida de coação, o inquérito sobre as escutas, no âmbito do caso dos vistos gold, já estava arquivado pelo Supremo Tribunal de Justiça. Mas, na conversa com António Figueiredo, o juiz puxa o assunto Antero Luís, mesmo já com o assunto arquivado no Supremo por falta de indícios e de provas. Fez perguntas a Figueiredo sobre a alegada participação de Antero Luís nos vistos gold e porque é que o ex-diretor do SIS pediu a Figueiredo para o ajudar na venda da casa. Antero Luís tomou conhecimento disto e o processo vem daqui. Soubemos através de pessoas que lhe são próximas que ele, dessa vez, receou que a decisão do Supremo pudesse ser muito negativa para ele.

Como é que lidou com o facto de surgir um juiz numa investigação?

I.D.B.: No interrogatório, Carlos Alexandre não fez perguntas sobre Vaz das Neves. Fez sobre Antero Luís. A minha perceção, enquanto jornalista de Justiça, foi que ele não se conteve. Os amigos próximos dizem que ele desconhecia que o processo no Supremo já estava arquivado. E ele não podia fazer perguntas sobre o Antero Luís. Não era matéria naquele processo. Daí que tivesse temido que a decisão do Conselho Superior de Magistratura fosse outra. Mas acabou por lhe ser favorável.

Porque é que Carlos Alexandre não colhe a simpatia dos advogados?

I.D.B.: Muitas vezes pela personalidade e pelo método. A esmagadora maioria reconhece-lhe boa técnica nos interrogatórios e boa competência na elaboração dos despachos. Mas depois há determinados traços na personalidade de que os advogados não gostam. Dizem que ele atua muito mais como procurador do que como juiz dos direitos, liberdades e garantias. Os advogados dizem que ele, ao interrogar os arguidos, dá a ideia de que se aquele arguido colaborar, que poderá ter uma medida de coação mais reduzida, por exemplo.

De onde é mais pressionado?

I.D.B.:A perceção que tenho é que ele é mais pressionado pela existência e pela natureza dos processos, com o que está em causa e as pessoas que vai deter e as decisões que vai tomar. Não é com coisas que venham de fora, como bocas do falecido Mário Soares ou deste ou daquele socialista ou social-democrata. Não é tanto por aí. É pelo impacto que o processo tem na sociedade. Mas, a juntar a essa, vem a pressão das queixas. Ele não gosta de ser questionado, passa-se. Quando é feita uma queixa contra ele por alegada violação do segredo de justiça ou por causa do teor da entrevista, ou quando põem em causa o trabalho dele, como fizeram os angolanos, não gosta.

Como é que o juiz reage à pressão?

I.D.B.:Quando lhe é comunicado que é aberto um processo, responde logo: “então vou já aí prestar declarações”. E começa a inundar o Tribunal da Relação ou o Conselho Superior da Magistratura de documentação. É um pouco intempestivo… Não gosta de ser questionado e que ponham em causa a sua imparcialidade. É obstinado. É aquela ideia de que “se me estão a pressionar, agora é que me mantenho mesmo no caminho”. Daí que passe a ideia de juiz sem medo. Não quer dizer que não tenha, mas ele faz questão de mostrar que não cede.

E dos pares. Não sente pressão? 

I.D.B.Sente muita pressão dos pares. E há um marco muito importante na história de vida dele, enquanto juiz: é a decisão do Conselho Superior da Magistratura a respeito das entrevistas de Sócrates. A decisão é tomada por oito a favor e sete contra ele. Não é preciso ser muito esperto para perceber que foi um puxão de orelhas e um aviso da classe. E ele entendeu-o como tal. Foi claramente uma decisão que teve por objetivo dizer-lhe “atenção”. E Carlos Alexandre percebeu-o como tal. E ele, que já tem muitos cuidados e já vive sob tensão, redobrou-os. Tem cuidados com quem almoça, nas declarações que faz, nos convites que recebe, na forma como fala nos cafés, até em Mação. Depois desta decisão passou a exceder-se nos cuidados, daí a tensão em que vive.

E vive bem com isso?

I.D.B.: A partir do momento em que encara o trabalho como uma missão, essas são as desvantagens da missão. É como um atleta de alta competição. Um atleta sabe que não deve sair aos fins de semana para discotecas. É chato. É a parte negativa. Sabe que vive sob alta pressão da comunicação social, a primeira vez que falha um jogo… É parecido. E Carlos Alexandre sabe que tem estas desvantagens todas mas mesmo assim ele fica. Porque adora. Adora o trabalho que faz, sem dúvida. Tem coisas negativas, tira-lhe alegria, tira-lhe vitalidade, mete-o cada vez mais curvado, com problemas nas costas e de saúde, sem dúvida. Mas não sai porque é o que gosta de fazer.

Nunca pensou em desistir?

I.D.B.: Provavelmente. Mas assim que tem a ideia de desistir, no minuto seguinte desiste de desistir.

É uma pessoa com a mania da perseguição ou com a teoria da conspiração?

I.D.B.: Um pouco. Fiquei com a perceção de que, talvez por já ter recebido algumas ameaças veladas e pelo tipo de pessoas envolvidas nos processos com os quais lida, vê situações como estranhas mesmo não o sendo. Há situações que não têm qualquer tipo de mal, puras coincidências, e ele automaticamente pensa: “será que…? Será que isto é uma forma de me apanhar em falso? Será que isto é uma tentativa de pôr o pé na poça e de me afastarem do tribunal?” Há sempre esta pergunta na cabeça dele: “será que?”

Onde é isso visível?

I.D.B.: Se receber um convite para almoçar, automaticamente a cabeça dele não consegue olhar para o convite como algo natural, mas questiona-se: “quem é esta pessoa? Onde vamos almoçar? Qual é o propósito?”. E por vezes até pode ser um simples convite de almoço. Vive em completo estado de alerta. Foi o que mais nos impressionou. O estado de alerta em que vive desde de manhã até que se deita.

Qual é o escape dele?

Raquel Lito (R.L.): É Mação. A mulher é outro pilar. Vive para ele. Tem o seu trabalho na repartição de Finanças há anos, mas abdicou de uma carreira para viver em função da carreira dele.

Como o descrevem?

I.D.B.:  Uma pessoa muito austera, vive para o trabalho e entende o trabalho como uma missão. Muito ligado às suas origens e às suas raízes. Quando ele diz que é um humilde cidadão da província, de facto é.

Não é falsa modéstia?

I.D.B.: Não. Talvez haja algum exagero na forma como está sempre a repetir essa ideia. Mas é austero na sua vida.

De que forma?

I.D.B.: Não recebe prendas, não dá prendas, nem no Natal, e fica chateado quando alguém lhe dá. Na casa dele existe essa regra. Está sempre a ver qual é a refeição mais a barata, quanto custa, qual é o restaurante mais barato. A última vez que fez férias no estrangeiro foi há dez anos. Mas há duas áreas, em termos materiais, onde foge a esta regra.

Quais são?

I.D.B.: Os carros e as casas. São as suas duas extravagâncias. Está a construir uma casa em Mação, ao lado da casa dos pais, que herdou com a irmã. E comprou uma casa no Carvoeiro, no Algarve. Gosta muito de agarrar em casas velhas e reconstrui-las. Também tem a mania de ter bons carros. De resto é um poupado.

E nas rotinas? É metódico?

I.D.B.: É. Muito. Não é uma pessoa com uma vida social, não foge muito da rotina. É trabalho e família. Leva trabalho para casa, transcrição de escutas ou escutas por ouvir. Talvez a única fuga que tenha da rotina são os cinco dias de férias que tem. Não tira mais do que cinco dias de férias longe do tribunal, porque não quer perder os processos. Se estiver mais do que cinco dias de férias, o processo passa para o seu substituto e ele não quer.  E nos dias que tem em Mação com jantaradas e amigos também têm vindo a ser cada vez menos  frequentes. Antigamente sempre que ia a Mação havia uma jantarada e ia para casa de um amigo ou de outro.

É conversador?

R.L.: Gosta de falar em público. E é conversador, sim. Sobretudo com os amigos. E preocupa-se. As últimas conversas que tem tido com os amigos de Mação é para saber o estado de saúde dos conterrâneos. Domina as conversas. É um exímio conversador e contador de histórias e de anedotas, com a sua linguagem própria porque substitui determinados termos e determinadas expressões. Ele tem expressões que são muito dele, daí que se fale do “dicionário alexandrino”. E gosta muito de fazer caricaturas de pessoas. Os amigos gostam de estar com ele porque se riem com ele.

Não é a imagem que ele passa…

R.L.: Pois não. Decora muito facilmente as letras das músicas, sobretudo de rap. Canta rap com o filho mais novo, numa desgarrada, no café Central, onde gosta muito de ir. Decora também os nomes completos das pessoas todas. Quando era carteiro, conhecia e sabia o nome de todas as pessoas a quem ia levar cartas.

Foi carteiro?

R.L.: Sim. Trabalhava no verão porque, na altura, antes de ir para a faculdade, o pai tinha problemas cardíacos, que se foram agravando e acabou por falecer. A mãe teve uma reforma antecipada por causa de problemas respiratórios provocados pelo trabalho na fábrica. Sentia o peso da responsabilidade de não pesar aos pais. Era o único filho que vivia com eles, os outros já tinham saído de casa. Também é um trabalhador obstinado, todos os intervalos eram para trabalhar. Se não estava a estudar, estava a trabalhar. Nada de namoradas nem de saídas a discotecas. Não gosta.

Onde trabalhou mais?

R.L.: Antes de entrar na faculdade, além de ter sido carteiro uns meses, foi pedreiro e fez os 17 degraus da entrada de uma igreja. Foi vigilante florestal e levava um dicionário para enriquecer o seu vocabulário.

Quando conheceu a mulher?

R.L.: Nas Finanças, em Algés. A mulher ainda hoje lá trabalha. Ele trabalhou nas Finanças antes de entrar no Centro de Estudos Judiciários. E até aí foi austero. Casaram em Oeiras, na conservatória. Fizeram um almoço e ele foi trabalhar na segunda-feira seguinte. Nos tempos de namoro ele levava-a para os jardins da Gulbenkian, aos domingos. Onde ele também costumava ir porque vivia ali num quarto alugado.

Dos episódios conhecidos como o cão morto, a arma em casa, ameaças, etc… qual foi o que o mais marcou?

I.D.B.: O assalto à casa dele. Durante muitos anos tentou perceber quem tinha feito o assalto. É talvez o ponto mais polémico da vida dele e que o mais traumatizou ao longo dos anos. Se algum mistério existirá à volta da vida dele é esse. Mas só dele o poderá contar, se assim o quiser.

Sabem quem foi?

I.D.B.: Temos uma ideia de quem tenha sido. E ele também a tem.

Será uma pessoa próxima dele?

I.D.B.: É muito delicado. Só posso dizer que foi um objetivo dele nos últimos anos descobrir quem assaltou a casa dele. E provavelmente ele terá descoberto. Este não foi um episódio que tenha sucedido na vida dele e que tenha posto de lado.

Foi fácil falar com pessoas próximas dele?

I.D.B.: Foi muito fácil falar com as pessoas próximas dele. Falámos com o grupo de amigos de Mação, que é muito cerrado. Funciona quase como uma rede de apoio. Uns são médicos, outros são militares. O único que está ligado à profissão é o primo, Vítor Alexandre, ex-diretor nacional adjunto da PJ de Lisboa. É quase um braço direito dele, em muitas questões e ao longo da vida. Ajudou-o a gerir a relação com a comunicação social.

E com pessoas com ligações profissionais, foi também fácil?

I.D.B.: Não. Foi muito difícil. Falámos com pessoas que o conhecem bem, mas depois não quiseram dar a cara.

Ele colaborou convosco?

I.D.B.: Quando decidimos fazer o livro, depois do fecho do jornal para onde eu trabalhava, fez agora um ano, entrei em contacto com interposta pessoa que lhe é próxima e pedi que falasse com ele. Ele não se mostrou disponível. Mais tarde, quando percebeu que o livro ia mesmo avançar, disse que estava disponível para clarificar alguns pontos, deixando logo bem assente que falaria sobre a infância e sobre a adolescência até ao fim do curso. Até se tornar juiz.

O livro foi pensado antes ou depois da entrevista à “SIC”?

I.D.B.: O livro foi pensado depois do encerramento do “Diário Económico”, em maio. Muito antes da entrevista à “SIC”, que foi em setembro.

Ele pediu para ver o livro?

I.D.B.: Nunca. E nunca interveio.

Já o recebeu? Já houve reação?

R.L.: Já o deve ter recebido. Ainda não se manifestou.

Quem vai apresentar o livro?

R.L.: António Reis, ex-grão mestre da GOL. É amigo dele desde a faculdade e foi quem o levou, antes de ser juiz, à assembleia municipal de Mação. Falavam os dois pelo PS. E nessa altura, o António Reis dava-lhe boleia numa Dyane de Lisboa para Mação para participarem na assembleia municipal. Sempre teve alguma simpatia pelo PS. Se o pudermos posicionar ideologicamente aproxima-se mais do PS.

Entrevista de Ana Petronilho, publicada no nosso parceiro Jornal SOL
Fotografia de João Porfírio

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