Bilhetes dos transportes em Lisboa podem vir a ser comprados pelo telemóvel

20 SETEMBRO, 2016 -

Transportes de LisboaMetropolitano, a Carris e a Transtejo – vão lançar em breve um projeto-piloto nesse sentido. E com tecnologia portuguesa. Sistema de net grátis arrancará em outubro.

Estamos a trabalhar numa desmaterialização […], numa ótica de complementaridade, da forma de pagar as viagens, que não seja através de um cartão virtual, como é o caso do Lisboa Viva, mas para passar a ser também através de um sistema que está no nosso telemóvel“, revelou Tiago Farias.

Falando na conferência “Mobilidade Sustentável em Lisboa“, que decorre na reitoria da Universidade de Lisboa, o administrador do Metropolitano, da rodoviária Carris e da Transtejo indicou que serão lançados “muito brevemente” os “primeiros projetos-piloto“.

Tudo tecnologia portuguesa“, frisou Tiago Farias.

Fazendo um ponto de situação sobre a atividade da empresa Transportes de Lisboa, o responsável referiu que se está a “inverter um processo que estava mais orientado para a sustentabilidade financeira“.

Estamos concentrados naquilo que consideramos que é o maior desafio que a Carris, o Metro e a Transtejo têm, que é melhorar e recuperar a qualidade do serviço que oferecem aos seus utilizadores, mas estamos, em paralelo, a fazer parte da visão estratégica da cidade de Lisboa“, precisou Tiago Farias.

Nesse âmbito, o representante apontou que será lançado, “em outubro“, um sistema de ‘wi-fi‘ para os transportes da cidade.

Está tudo bem encaminhado para tal“, observou.

Ao mesmo tempo, “estamos a trabalhar em sensores que permitam reduzir a fraude que existe muito nos sistemas abertos, como é o caso dos autocarros, […] e muito brevemente vamos fazer uma apresentação“.

A empresa está ainda a “preparar uma candidatura muito grande” com vista à obtenção de fundos comunitários para a aquisição de autocarros com “energia mais limpa“, adiantou.

O objetivo é conseguir uma “renovação em grande escala da frota“, salientou Tiago Farias.

Todas estas medidas fazem parte de uma visão da empresa para “construir o futuro“, adiantou o administrador, reconhecendo, contudo, que este é um “processo que demora tempo“.

Não se compram autocarros num mês, não se constrói uma linha ferroviária num ano, nem sequer se montam sistemas de ‘bike sharing’ em três semanas“, exemplificou.

Texto de Lusa

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