Bernardo Pires de Lima, autor de ‘Putinlândia’, vence Prémio José Medeiros Ferreira

17 NOVEMBRO, 2016 -

Bernardo Pires de Lima, autor do livro Putinlândia (recordamos aqui a nossa crítica ao livro), editado este ano pela Tinta-da-China, foi o grande vencedor do Prémio José Medeiros Ferreira. O trabalho do investigador do Instituto Português Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa é uma obra de vital importância no actual contexto europeu.

O júri, comporto por António Ramalho Eanes, Eduardo Lourenço, Teresa Patrício Gouveia, Maria Emília Brederode Santos e Eduardo Paz Ferreira manifestou “grande satisfação pelo quantidade e qualidade de trabalhos submetidos à sua apreciação”. Num total de 39 candidaturas ao Prémio José Medeiros Ferreira, o júri saúda ainda a importância e interesse actual pela temática da integração europeia.

Merecedores de menções honrosas foram ainda os seguintes trabalhos:
– Diogo Feio: Uma História Interminável, Entre a União Económica e Monetária: O Governo, o Orçamento, e os Impostos
– Liliana Domingues Reis: Política Comum de Segurança e Defesa: O Novo Desafio ao Processo de Integração da UE

Em nota deixada na sua página oficial de Facebook, Bernardo Pires de Lima deixou as seguintes palavras sobre o prémio recebido:

«Ontem [terça-feira, dia 15 de Novembro] foi um fim de tarde especial na Gulbenkian, mas tão ou mais especiais têm sido as muitas mensagens de parabéns que me têm chegado de tantas pessoas, mais ou menos próximas, mais ou menos conhecidas, de tantos lugares mais ou menos distantes. Os prémios não se recusam, mas devem ser partilhados. E eu quero partilhá-lo com quem me lê e segue e tem sempre uma palavra simpática quando me aborda, quem me critica com elevação, quem em tempos difíceis continua a comprar livros e a recusar um certo imobilismo intelectual. Quero partilhá-lo com a equipa da Edições tinta-da-china, a minha editora dedicada e cúmplice. E quero partilhá-lo com a Marta, sem a qual eu jamais teria passado do primeiro livro, quanto mais estar empenhado num sétimo que é tão só o meu maior projecto até aqui.
Mas os prémios podem e devem ser dedicados e eu quis ontem na Gulbenkian que fossem os meus filhos os destinatários, tal como já tinha feito no livro premiado, um livro sombrio numa Europa que não se recomenda. Se o pintei de preto não é porque o deseje, mas porque a realidade se impôs. Uma realidade que precisa de ser percebida e invertida a contra-relógio, para que os nossos filhos possam crescer com a liberdade com que eu cresci, numa Europa aberta, tolerante, próspera e democrática. Eles merecem tudo, todos os prémios, toda a dedicação. E todo o nosso compromisso com esses valores. É por eles que eu escrevo.»

Fotografia retirada do site do Jornal de Leiria.

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Obra de Bernardo Pires de Lima, investigador do Instituto Português Relações Internacionais da U