‘A Flor Amarela’ leva Anabela Mota Ribeiro à obra de Machado de Assis

27 JANEIRO, 2017 -

Anabela Mota Ribeiro está de regresso à criação literária. Prefaciado pelo professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas de Lisboa Abel Barros Baptista, a obra denomina-se “A Flor Amarela” e promete uma profunda exploração relativamente a uma das magnum opus do autor brasileiro Machado de Assis. Esse trabalho é precisamente “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1881) e lista as memórias do recém-morto Brás Cubas, que deseja redigir a sua autobiografia e que perpassa pela realidade social e intelectual da época, sendo uma das primeiras expressões de narrativas fantásticas. Estas seriam cada vez mais comuns na América do Sul, tais como Gabriel Garcia Marquez, Julio Cortazar ou Jorge Luis Borges.

“A Flor Amarela” procura, a partir do olhar singular e personalizado da escritora e jornalista (atualmente a apresentar o semanal “Curso de Cultura Geral”, na RTP2), abordar a orientação melancólica e a proclamação da vida, tanto num sentido positivo como negativo, no livro do brasileiro. O título diz respeito à flor “amarela e mórbida da melancolia” que Brás Cubas saluta como a sua estação predileta, sendo esta o Outono. Tendo origens académicas, o trabalho acabou por assumir proporções literárias e por ganhar a forma de um projeto livresco, apontado para os mais dedicados e curiosos pela literatura de Machado de Assis.

O lançamento deste livro decorrerá nas Correntes d’Escritas, evento literário que anualmente tem lugar na Póvoa de Varzim, entre os dias 21 e 25 de fevereiro. A apresentação será feita pelo docente da Universidade do Minho Carlos Mendes de Sousa e o projeto será lançado pela Quetzal Editores.

Foto de: Clara Azevedo

Foto de Anabela Mota Ribeiro.

 

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