‘A Fábrica de Nada’ de Pedro Pinho vence prémio da crítica internacional em Cannes

27 MAIO, 2017 -

No seguimento da sua estreia mundial na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, A Fábrica de Nada, de Pedro Pinho, foi galardoada pela Federação Internacional de Críticos de Cinema com o conceituado Prémio FIPRESCI.

O Júri FIPRESCI de Cannes atribui três prémios: dois na Selecção Oficial – um para a Competição e outro para Un Certain Regard – e um terceiro para a Semana da Crítica ou a Quinzena dos Realizadores. A Federação Internacional de Críticos de Cinema, FIPRESCI, apresenta o Prémio Internacional de Críticos no Festival de Cinema de Cannes desde a sua primeira edição, em 1946. O Júri FIPRESCI 2017 foi presidido por Alissa Simon (EUA), e constituído por Thomas Aïdan (França), Rodrigo Fonseca (Brasil), Barbara Lorey de Lacharrière (França), Pierre Pageau (Canadá), Eva Peydró (Espanha), Silvana Silvestri (Itália), Mode Steinkjer (Noruega) e Vidyashankar Jois (Índia).

A Fábrica de Nada teve a sua primeira exibição na secção paralela Quinzena dos Realizadores no dia 25 de Maio, com repetição no dia 26 de Maio, tendo sido recebido com uma ovação emocionada. Nas palavras de Edouard Waintrop, Director Artístico da Quinzena dos Reaizadores, “estamos a assistir a uma espécie de tendência mundial para o neo-realismo, o que também pode ser visto no filme português A Fábrica de Nada do realizador português Pedro Pinho, que conta a história de um grupo de trabalhadores que lutam contra a deslocalização de uma fábrica fazendo uso de uma variedade incrível de géneros cinematográficos: é praticamente um thriller no início, tornando-se íntimo, político, social, fazendo um breve desvio para a comédia musical.”

Pedro Pinho estudou na Escola de Teatro e Cinema, em Lisboa e na Escola Louis Lumière, em Paris. Em 2005/2006 frequentou os cursos de Realização e Escrita da London Film School, na Fundação Calouste Gulbenkian. Em 2008 co-realizou com Frederico Lobo o documentário de longa-metragem Bab Sebta (2008) que ganhou o prémio Marseille Esperance 2008 no FID Marseillhe, e os prémios de Melhor Filme no Doclisboa (Portugal) e Forum Doc BH (Brasil). Em 2009 fundou com cinco colegas a produtora Terratreme, que tem assumido um papel central na produção e promoção de novos realizadores no panorama do cinema português. Um Fim do Mundo (2013) é a sua primeira média-metragem de ficção e estreou na 63ª Berlinale, no IndieLisboa e no Festival do Rio. Obteve alguns prémios em festivais portugueses e foi nomeado para Melhor Filme nos Globos de Ouro de 2014. Em 2014, Pedro Pinho co-dirigiu com Luisa Homem o documentário As Cidades e as Trocas, que estreou no FID Marseille, no Doclisboa e no The Art of the Real do Lincoln Center. Actualmente trabalha como realizador, argumentista e produtor.

A Fábrica de Nada foi produzida pela Terratreme Filmes, tem vendas internacionais pela Memento Films International, e distribuição em festivais assegurada pela Portugal Film – Agência Internacional de Cinema Português. O 70ª edição do Festival de Cannes teve lugar de 18 a 28 de Maio de 2017.

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