A celebração do ecletismo musical na 3ª Edição do Mercado de Música Independente

20 NOVEMBRO, 2016 -

Foi este fim-de-semana, 19 e 20 de Novembro, a 3ª Edição do Mercado de Música Independente (MMI) promovido pela Junta de Freguesia de Sto. António, em Lisboa, e, este ano, com o apoio da EPAL. Mais uma vez a organização esteve a cargo do jornalista e radialista, Rui Miguel Abreu. No sábado as portas estiveram abertas entre as 12h00 e as 21h00 e no domingo das 12h00 às 18h00.

O principal objectivo do Mercado de Música Independente é dar a conhecer os trabalhos discográficos das editoras independentes nacionais, como também os próprios artistas, com alguns show-cases ao longo do evento. Este ano o MMI desceu a Avenida da Liberdade (Largo da Anunciada) e ocupou a garagem da EPAL (espaço também utilizado pelo Festival Vodafone Mexefest).

Este ano foram convidadas a estar presentes cerca de 80 editoras nacionais, mas, por diversos motivos, não estiveram todas representadas, disse-nos Rui Miguel Abreu, o organizador do evento. Contudo, a diversidade de estilos musicais é bastante evidenciada desde a música tradicional ao rock, ou do indie ao drum’n bass. Este mercado permite o convívio entre as várias editoras e a concorrência é notoriamente saudável quando as editoras compram discos (e não só, mas já lá vamos) umas às outras e dividem o espaço. Isto demonstra que a música independente está a crescer e de “boa saúde”. “A independência não é um estilo, é uma condição”, diz o organizador.

Mas nem só CD’s e Vinis se vende neste mercado. As saudosas cassetes e os defuntos VHS estão em processo de ressuscitação e até discos em forma de livros por aqui havia.

Com representação geográfica tendencialmente das zonas norte e centro, também a Associação de Músicos Artistas e Editoras Independentes (AMAEI) esteve presente, com o objectivo de informar e sensibilizar os agentes da indústria da música, dos seus direitos e deveres fonográficos.

Algumas das editoras representadas nesta edição foram a Tradisom, LuxRecords, Casa Amarela, Thisco, Skalator, Soul Jazz, Kimahera, Maria e Zigur, Monster Jinx, Mano-a-Mano, Meifumado, Biruta, Kambus, Vachier, Rastilho, Omnichords, Armoriz e Discotexas. Relativamente à presença dos artistas (independentes), sábado das 16h às 20h actuaram DJ sets (Keso, Porto e Omega Krew, Viana do Castelo) e para finalizar os Ghost Hunt apresentaram o seu primeiro trabalho (mini-albúm). Domingo foi a vez do colectivo hip-pop da Mano-a-Mano e da actuação do projecto Scúru Fitchadu, entre outras.

Apesar da chuva e do vento, a 3ª Edição do Mercado de Música Independente esteve bastante composta e a localização também ajudou. Esperemos que para o ano se mantenha esta energia revigorante da música independente em Portugal, e que o MMI tenha ainda mais editoras representadas.

Texto de Carla Sancho

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