6 filmes que podes ver na RTP2 em Maio

2 MAIO, 2017 -

O verdadeiro serviço público faz-se na RTP! Sendo assim, e porque faz todo o sentido darmos destaque aos filmes e aos assuntos que estes abordam, elaborámos este artigo para reforçar e dar visibilidade ao trabalho feito pela estação pública portuguesa. De 3 de Maio, próxima quarta-feira, a 14 de Maio há cinema para todos os gostos:

  • Jean Zay, Ministre du Cinema, documentário sobre Jean Zay, advogado e político francês que desempenhou uma importante função no reconhecimento da 7ª arte.
  • Pranzo di Ferragosto, filme realizado por Gianni di Gregorio sobre um solteirão que vive com a mãe em Roma e se vê a braços, num feriado de Agosto, com um quarteto de velhas senhoras. Um filme premiado no Festival de Veneza.
  • Pára-me de Repente o Pensamento, documentário do realizador Jorge Pelicano, com a participação de Miguel Borges, em que se faz uma visita a Instituições de doentes mentais.
  • Mondovino, a saga das sucessões no mundo do vinho em três continentes. Um filme de Jonathan Nossiter.
  • Paul Signac, documentário sobre Paul Signac, um pintor francês neo-impressionista e figura importante no pontilhismo.
  • Mudar de Vida – José Mário Branco, Vida e Obra, documentário da autoria de Nelson Guerreiro e Pedro Fidalgo sobre uma voz singular no panorama português: José Mário Branco

Fica agora com as datas, sinopses (retiradas do site da RTP2) e os respectivos trailers dos filmes:

3 de Maio (23h16)
Jean Zay, Ministre du Cinema, realizado por Alain Tyr e Francis Gendron

Documentário sobre Jean Zay, advogado e político francês que desempenhou uma importante função no reconhecimento da 7ª arte

Este documentário destaca uma personagem “esquecida da República”: Jean Zay. Em fevereiro de 1937, Jean Zay, ministro da Educação e Belas Artes, juntou-se ao cinema nas suas prerrogativas e dá finalmente um lugar central à 7ª arte.
Pioneiro da democratização cultural contra o conservadorismo e elitismo da época, Jean Zay propõe um projeto de lei para a reorganização do setor. O cinema torna-se então um assunto de Estado.
Visionário, anunciou em 1939 a criação de um Festival Internacional de Cinema de Cannes ou o Festival da “liberdade criativa”.

Jean Zay em 1936, aos 32 anos, foi nomeado por Léon Blum, para chefiar o Ministério da Educação Nacional e Belas Artes. Democratizou e modernizadou o sistema escolar francês. Criou o CNRS, o Museu do Homem, o Festival de Cinema de Cannes, o Museu de Arte Moderna e do ENA. Promoveu a criação artística. Defendeu os direitos dos escritores. Foi implacavelmente e violentamente atacado pela extrema direita francesa.
Em 1940, hostil ao armistício, é um dos primeiros alvos do regime de Vichy. Depois de um julgamento, foi preso até ao seu assassinato pela milícia francesa, a 20 de junho de 1944. Tinha 39 anos.
Memórias e Solidão é a obra a que Jean Zay, apesar da dureza de suas condições de detenção, dedica a maior parte das suas forças.

5 de Maio (23h)
Pranzo di Ferragosto, realizado por Gianni di Gregorio

Filme realizado por Gianni di Gregorio sobre um solteirão que vive com a mãe em Roma e se vê a braços, num feriado de Agosto, com um quarteto de velhas senhoras. Um filme premiado no Festival de Veneza.

Apesar de já ser um homem de meia-idade, Gianni continua a viver com a mãe que lhe trata de tudo o que ele precisa. Mas, mesmo assim, Gianni vai acumulando dívidas. A renda do velho apartamento, onde moram no centro de Roma, está em falta há meses, assim como o valor do condomínio. E, quando lhe exigem os pagamentos em atraso, ele acaba por pagar de uma forma peculiar: fica a tomar conta da mãe idosa do senhorio no feriado de 15 de agosto. Porém, uma série de outros imprevistos deixa-o a braços, não com duas, mas com quatro velhas senhoras…

7 de Maio (00h35)
Pára-me de Repente o Pensamento, realizado por Jorge Pelicano

Documentário do realizador Jorge Pelicano, com a participação de Miguel Borges, em que se faz uma visita a Instituições de doentes mentais.

Cafezinho, cigarrinho. Moedinha, outro cafezinho. Utentes vagueiam pelos corredores. Circulam sós. Esperam. Mais uma passa, um cigarro que morre em beata. Terapias que apelam aos sentidos. Rotinas que os puxam para a realidade. É a vida que se repete nos espaços de um hospital psiquiátrico. A lucidez e a loucura vivem juntas.
Do mundo exterior chega um ator que procura o seu personagem para uma peça de teatro, submergindo no mundo interior dos esquizofrénicos. Os utentes são parte do processo de construção do personagem. No meio da névoa o ator depara-se com um poema de Ângelo de Lima, alienado de condição. O personagem de teatro nasce. O cinema documenta.

8 de Maio (23h55)
Mondovino, realizado por Jonathan Nossiter

A saga das sucessões no mundo do vinho em três continentes. Um filme de Jonathan Nossiter.

O vinho é um símbolo da civilização Ocidental há milhares de anos. Mas nunca, até hoje, a luta pela sua alma foi tão desesperada. E nunca houve tanto dinheiro, e orgulho, em jogo.
No entanto, as lutas não são entre quem mais se esperava: produtores regionais contra multinacionais, ou produtores locais contra os poderosos capitães da indústria.
No mundo do vinho, os suspeitos do costume nunca são os esperados…
Desde os multimilionários de Napa Valley na Califórnia, passando pelas rivalidades de duas dinastias de aristocratas de Florença, e pelas batalhas de três gerações de uma família da Borgonha, que resiste para conseguir conservar os seus poucos hectares de vinha, Mondovino, apresenta a saga das sucessões no mundo do vinho em três continentes.

O filme Jonathan Nossiter é uma investigação sobre o tema da globalização, tendo como principal personagem a indústria do vinho e a transformação das formas de produção no velho mundo, influenciadas pelo mercado americano.

10 de Maio (23h19)
Paul Signac, documentário sobre Paul Signac, um pintor francês neo-impressionista e figura importante no pontilhismo.  Signac tinha um espírito libertário e era simpatizante da filosofia anarquista.

14 de Maio (00h45)
Mudar de Vida – José Mário Branco, Vida e Obra, realizado por Nelson Guerreiro e Pedro Fidalgo

Documentário da autoria de Nelson Guerreiro e Pedro Fidalgo sobre uma voz singular no panorama português: José Mário Branco

José Mário Branco, um dos nomes maiores surgidos na década de 70, dos quais souberam fazer nascer a música de intervenção, continua hoje a fazer a sua solitária travessia musical com uma esperança muito própria.
Voz singular no panorama português: Sou o Zé Mário Branco, do Porto, muito mais vivo que morto, contai com isto de mim para cantar e para o resto, continua, desde há 40 anos a denunciar e a acreditar que é possível realizar a Mudança, aquela grande mudança que faz transformar o Mundo e a Vida numa coisa melhor.

José Mário Branco, músico, compositor, poeta, activista, cronista e produtor musical, nasceu no Porto, a 25 de Maio de 1942. Filho de dois professores do ensino básico, viveu entre a cidade natal e Leça da Palmeira, crescendo sob a influência do ambiente pobre desta vila piscatória.
Expoente máximo da canção de intervenção portuguesa, foi perseguido pela PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado) até ter sido obrigado a exilar-se em França, em 1963. Só em 1974, já depois da Revolução dos Cravos, pôde regressar a Portugal, fundando o Grupo de Ação Cultural – Vozes na Luta, com o qual gravou dois álbuns.
Enquanto interveniente em concertos ou álbuns editados, como cantautor ou como responsável por arranjos musicais, trabalhou e influenciou vários outros artistas portugueses, nomeadamente José Afonso, Sérgio Godinho, Luís Represas, Fausto Bordalo Dias ou, mais recentemente, Camané.
Este documentário, rodado ao longo de dez anos, conta com a assinatura de Nelson Guerreiro e Pedro Fidalgo. Tal como o título indica, traça um retrato de José Mário Branco enquanto homem e artista.
O filme está dividido em duas partes: a primeira, mais biográfica, contextualiza a situação política de Portugal antes e depois do 25 de Abril de 1974, destacando o ativismo político que obrigou o artista ao exílio; a segunda mostra a importância dos seus ideais revolucionários na sua expressão artística.

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