4 filmes para veres nos próximas dias na RTP2

9 OUTUBRO, 2017 -

O verdadeiro serviço público faz-se na RTP! Sendo assim, e porque faz todo o sentido darmos destaque aos filmes e aos assuntos que estes abordam, elaborámos este artigo para reforçar e dar visibilidade ao trabalho feito pela estação pública portuguesa. Nos próximos dias, de 11 de Outubro a 19 de Outubro, há cinema para todos os gostos. Ficam aqui as sinopses, retiradas do site da RTP2:

11 de Outubro

Filme: L’Histoire Glamour de Dim (The Glamorous History of Dim)

Um extraordinário documentário do realizador francês Éric Bitoun sobre a conhecida marca de meias e collants e a história do seu fundador, Bernard Giberstein

Contar a história da DIM não se resume a contar uma maravilhosa aventura industrial, trata-se também de contar a história de como o glamour chegou à publicidade, da evolução da moda feminina, da libertação das mulheres e dos códigos de vestuário. Para além de pernas deslumbrantes que usam meias e collants da DIM, o documentário narra a fascinante e comovente história do fundador da marca, Bernard Giberstein.

13 de Outubro

Filme: Alexandre Nevsky

Primeiro filme com som do diretor Sergei Eisenstein que narra a história do príncipe russo Alexandre Nevsky, líder da luta contra os alemães, os suecos e os tártaros no século XIII

Rússia, primeira metade do século XIII. O país é invadido e saqueado. Finalmente, o deprimido e instável príncipe Alexandre Yaroslavich Nevsky é chamado para liderar o seu povo na luta contra os opressores. Com argumento e realização de Serguei Eisenstein.

18 de Outubro

Filme: Hannah Arendt

Hannah Arendt é um retrato do génio que abalou o mundo com a sua tese sobre a “banalidade do mal”

O filme de Margarethe von Trotta é o retrato de Hannah Arendt, filósofa e jornalista judia, um génio incompreendido, que se atreveu a fazer uma reflexão sobre o Holocausto de forma absolutamente inovadora e que, mesmo debaixo do jugo de ferozes críticas, se manteve fiel às suas convicções.

Hannah Arendt, filósofa e jornalista judia, exilou-se nos EUA em 1941, após a fuga do campo de concentração de Gurs, durante os anos negros da Segunda Grande Guerra. Em 1951,ao obter a cidadania norte-america, publica o livro “As Origens do Totalitarismo”. Foi esta a obra que lançou a sua carreira nos Estados Unidos, tornando-se uma forte referência junto da comunidade intelectual.

Após assistir ao julgamento do nazi Adolf Eichmann, em Jerusalém, Arendt atreve-se a escrever sobre o Holocausto em termos inauditos.

O seu trabalho provoca imediatamente o escândalo mas Arendt mantém-se firme ao ser atacada tanto por inimigos, quanto por amigos. Mas enquanto a emigrante germano-judia procura reprimir as suas próprias associações dolorosas com o passado, o filme expõe a sua mistura encantadora de arrogância e vulnerabilidade, revelando uma alma definida e perturbada pelo exílio. O filme retrata Hannah Arendt (Barbara Sukowa) ao longo dos quatro anos (1961 a 1964) em que ela observa, escreve e suporta a reação ao seu trabalho acerca do julgamento do criminoso de guerra nazi Adolf Eichmann.

Ao observarmos Arendt enquanto ela assiste ao julgamento, ao estarmos ao seu lado enquanto é simultaneamente metralhada pelos seus críticos e apoiada por um grupo unido de amigos fiéis, sentimos a intensidade desta forte judia que fugiu da Alemanha nazi em 1933. Arendt, impetuosa e fumadora inveterada, é feliz e bem-sucedida nos EUA, mas a sua visão penetrante torna-a numa forasteira onde quer que vá. Quando Arendt ouve falar de que os serviços secretos israelitas raptaram Adolf Eichmann, em Buenos Aires, e o levaram para Jerusalém, fica determinada em relatar o julgamento. William Shawn (Nicholas Woodeson), o editor da revista “The New Yorker”, fica radiante por ter uma intelectual de tanto valor a cobrir o processo histórico, mas o marido de Arendt, Heinrich Blucher (Axel Milberg), não tem tanta certeza. Preocupa-o que esse encontro reenvie a sua amada Hannah para o que ambos chamam os “tempos negros”. Arendt entra no tenso tribunal de Jerusalém esperando ver um monstro e, em vez disso, encontra um zé-ninguém. É difícil conciliar a mediocridade superficial do homem com a maldade profunda dos seus atos, mas Arendt apercebe-se rapidamente de que esse contraste é o quebra-cabeças que tem de ser resolvido. Arendt regressa a Nova Iorque e, ao começar a discutir a sua interpretação inovadora de Adolf Eichmann, o medo começa a tomar conta do seu melhor amigo, Hans Jonas (Ulrich Noethen). Ele avisa que a abordagem filosófica dela vai apenas causar confusão. Mas Arendt defende a sua perspetiva corajosa e original e Heinrich apoia-a inteiramente. Após dois anos de reflexão intensa, leituras complementares e mais debate com a sua melhor amiga americana, Mary McCarthy (Janet McTeer), a sua amiga e investigadora alemã Lotte Kohler (Julia Jentsch) e, é claro, o aconselhamento constante com Heinrich, ela entrega finalmente o manuscrito. A publicação do artigo na “The New Yorker” provoca um escândalo imediato nos EUA, em Israel e, rapidamente, no resto do mundo.

Este documentário permite perceber a importância profunda das suas ideias. Mas ainda mais comovente é a oportunidade de compreender o coração caloroso e o brilhantismo gélido desta mulher complexa e profundamente arrebatadora.

19 de Outubro

Filme: Rimbaud, Lost Years In Abyssinia

Documentário da autoria de Jean-Michel Djian sobre o poeta francês Jean-Nicolas Arthur Rimbaud

Em 1876, Rimbaud renunciou abruptamente à poesia e embarcou em peregrinações que o levariam pela Europa, Ásia, Oriente Médio e África. Em 1880, aos 26 anos, ele finalmente se instala num canto próspero da África, que foi então chamado Abyssinia para se tornar um comerciante por conta própria, onde seus negócios comerciais incluíam café e armas.

Jean-Nicolas Arthur Rimbaud (Charleville, 20 de outubro de 1854 ? Marselha, 10 de novembro de 1891) foi um poeta francês. Produziu as suas obras mais famosas quando ainda era adolescente, sendo descrito por Paul James, à época, como “um jovem Shakespeare”. Como parte do movimento decadente, Rimbaud influenciou a literatura, a música e a arte modernas. Era conhecido pela sua fama de libertino e por uma alma inquieta, viajando de forma intensiva por três continentes antes de morrer de cancro aos 37 anos de idade.

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