20º Festival de Cinema Luso-brasileiro de Santa Maria da Feira

30 NOVEMBRO, 2016 -

O 20º Festival de Cinema Luso-brasileiro de Santa Maria da Feira, a acontecer de a 11 de Dezembro, é um espaço de confronto amigável entre duas cinematografias ligadas pela mesma língua.

A programação incorpora a constante aposta no cinema emergente (marca indelével de Santa Maria da Feira) em contraponto com autores consagrados, procurando assim expor o campo aberto de linguagens que faz mover o cinema actual.

O festival terá Elis Regina na abertura e Chico Buarque no encerramento (e pelo meio há Vinicius de Moraes e Maria Bethânia).

A sessão de abertura será feita com o filme Elis, de Hugo Prata (que também estará em competição), um biopic sobre a cantora Elis Regina, um dos maiores ícones da música brasileira.

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No encerramento do festival, teremos outro momento de afirmação musical, através da exibição do filme Chico: Artista Brasileiro, de Miguel Faria Jr., uma incursão no universo pessoal e musical de Chico Buarque.

Até pode parecer que este será um festival feito sob o signo da música, mas na verdade o foco está na vertente retrospectiva, que assinala os 20 Anos de um ponto de encontro entre duas cinematografias que falam a mesma língua.

Nesse sentido, a secção vintage, vai reunir um conjunto de filmes que, de algum modo, foram importantes no percurso do festival, resgatando autores e momentos de euforia cinéfila.

A competição oficial de longas metragens, é composta por 6 filmes e formada à base de cineastas emergentes, fazendo-se assim uma aposta no sentido de descoberta. A merecer especial destaque as estreias europeias de dois filmes brasileiros: A Serpente, de Jura Capela e Borrasca, de Francisco Garcia.

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Nas curtas metragens, há uma forte representação de realizadores que fazem a sua primeira aparição em Santa Maria da Feira, num saudável contraponto com realizadores tangíveis ao festival. A concepção das sessões competitivas, na sua grande maioria, explora a relação entre os filmes, assumindo quase um carácter temático, embora também abra espaço para o corte abrupto. O grande destaque vai para estreia mundial do filme Cosme, de Luciano Scherer, cineasta revelação e premiadíssimo na anterior edição do festival.

O festival elege Leon Hirszman como realizador em foco, através de uma abordagem à sua obra de ficção, que possibilita uma admirável visão sobre os conflitos morais e sociais da sociedade Brasileira.

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Este ano, propomos um olhar sobre a obra de Nelson Rodrigues no cinema, feito através um programa transversal às várias secções do festival, constituído por filmes baseados em adaptações das suas obras ao cinema.

O festival sempre prestou uma particular atenção ao documentário. Nesse quadro, a secção docs vai apresentar 4 documentários imperdíveis, nos quais se incluí o filme póstumo do mais influente documentarista brasileiro Eduardo Coutinho.

As sessões especiais surgem no festival como convites à descoberta de filmes inebriantes. Um espaço paralelo com margem para explorar propostas específicas que visam ampliar o alcance da programação.

Para mais informações podes consultar o site oficial do festival.

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